Um dos poucos lugares que frequentava era um sebo de quadrinhos perto da sua casa. Gostava dos quadrinhos de super-heróis. Queria ser alguém grande, alguém que fizesse a diferença...
E foi por isso que resolveu se tornar um super-herói. Seu cinto não fazia mais do que sustentar-lhe as calças, mas já era alguma coisa. Tinha também seu, sempre fiel, cachorro, o Peludão. Tá certo que era só um boneco de pelúcia, mas no escuro ele até causava medo.
Tinha de combater algum criminoso a altura dos que ele conhecia, então saiu para sua caçada noturna. Bom, não teve muito resultado. Encontrou um palhaço bêbado e com um ar tão assustador quanto o de seu cachorro. Não parecia uma ameaça para a sociedade.
Voltou para casa decepcionado. Não havia combatido nenhum crime, não havia salvado nenhuma donzela (mesmo que não tão bonita), não havia impedido a cidade de ir aos ares... Nada, simplesmente não tinha feito nada. Trancou-se em seu quarto e começou a esperar pelo seu turno.
Chegara o sol. Não era uma criatura diurna, mas era obrigado por forças inescrupulosas a se levantar. Estava prestes a sair quando percebeu a falta de seu cachorro. Começou a revirar toda a casa em busca dele, não podia sair sem seu cachorro prodígio.
Foi quando chegou no quintal e... Meu Deus! Que atrocidade! Que ser poderia ter feito aquilo? Não podia crer no que via. Só podia ser ter sido um de seus inimigos. Teria sido aquele palhaço? Não, ele não era tão ruim assim. E o pipoqueiro? Sim, o pipoqueiro! Sabia que ele era um vilão disfarçado. Mas, como?
Começou a investigar. Vasculhou toda a casa em busca de pistas. Levantou tapetes, investigou maçanetas, verificou armários, mas não encontrou nada. Nenhuma pista. Andava de um lado para o outro até perceber que...
Não, não podia acreditar. Sua mãe era a autora de tal atrocidade. Por quê? Por que ela? Teria sido infectada por algum ser maligno do espaço sideral? Faria parte do “Plano 9”? Precisava duma explicação para aquilo.
Mas não, não podia amolecer por ela ser sua mãe. Tinha de combater o mal. Armou-se com tudo o que tinha: armas de água, lança-bolhas, bolinhas de gude, doces... Doces? Sim, até doces. Atacou-lhe com toda a sua fúria. Ela tinha de ser detida em nome da justiça.
A criminosa estava encurralada, não conseguia mais reagir. Parecia estar tendo um princípio de diabetes. O bem havia triunfado! Ela havia sido derrotada!
E ele ganhou uma semana de castigo. Pobre coitado. Mesmo quando lutava pelo bem ele se dava mal. Os mocinhos sofrem, mas ele não sabia disso.
Ah! O que sua mãe havia feito? Ela não seguiu as instruções de lavagem do Peludão e colocou-o no varal para secar...









1 comentários:
Quanta "falta de classe" em copiar o texto de outra pessoa (no caso, eu) e repostá-lo assim, quase sem créditos. Mas, ok, fica aqui o aviso aos visitantes futuros: esse texto foi escrito por mim, Matheus G. Carlos, e postado em julho de 2009 em meu blog, Humor Suspeito (http://humorsuspeito.blogspot.com), com o seguinte endereço: http://humorsuspeito.blogspot.com/2009/07/um-dia-ruim-na-vida-de-um-quase-super.html
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